sábado, 2 de janeiro de 2016

Sobre a legalidade do aborto (você é contra? Leia e pare para pensar).

Para quem é terminantemente contra a legalização do aborto, pare para pensar: as mulheres não vão deixar de abortar por ele ser proibido, mas podem parar se for legalizado!





Bem, como já falei, e muito, sou contra o aborto, jamais faria um. Como espírita acredito que a carga cármica que se tem com essa atitude, não só para quem faz, mas para o espírito que está por vir, a grande demais, algo a ser colhido, se não nessa vida, nas próximas. Mas essa é minha opinião pessoal, embasada em minhas crenças.

Agora, não sou contra a legalização do aborto. Sabendo da quantidade de mulheres que morrem diariamente ao fazerem aborto de forma ilegal, ser contra sua legalização, embasada somente nas minhas crenças, seria colocar minha opinião acima dos direitos dos outros. E, como espírita, também aprendi outra coisa muito importante: livre arbítrioOu seja: eu posso ensinar o que acho certo ao outro, mas jamais obrigá-lo a seguir meu caminho.

Não bastasse isso, existe outro motivo para ser a favor da legalização do aborto: já está mais do que provado, em países onde a prática foi legalizada, que isso diminui as taxas de aborto. Isso porque legalizar não significa que qualquer mulher grávida vai chegar em uma clínica, pedir para aborta e fazer na hora. Isso já acontece hoje em dia: quem tem dinheiro vai na clínica cara, paga a e faz. Ninguém conversa com ela para tentar entender o por quê da escolha, aconselhar, saber se ela quer isso mesmo. E muitas se arrependem depois.

Quem não tem dinheiro, faz com a vizinha que sabe fazer, arranja remédios, faz em clínica de fundo de quintal. Também não tem acolhimento nenhum, e muitas vezes paga com a vida, ou com o útero.

Sabe como é o procedimento em clínicas públicas legalizadas, fora do Brasil (e até nas particulares, pelo que sei, as sérias fazem): quando a mulher chega querendo fazer um aborto, primeiro de tudo ela passa por uma entrevista. É atendida por psicólogos. É ouvida, coisa que nunca acontece na ilegalidade. Quem faz um aborto, em 90% dos casos age de cabeça quente, no impulso. Se esta mulher, desesperada com uma gravidez não planejada, tiver alguém com quem conversar, que a aconselhe, apoio, mostre que existem caminhos, ela vai abortar? Dificilmente. Se ela for amparada, tiver oportunidade de avaliar bem a situação, com apoio e acolhimento, dificilmente ela levará a atitude a diante. E, se o fizer, será de forma segura, sem colocar sua vida em risco, ciente da decisão que tomou.

Então, proibir e deixar tudo como está, será que é melhor mesmo? Ou será melhor abrir espaço para que as mulheres que querem abortar sejam ouvidas, aconselhadas, não julgadas?

Continuar criminalizando não vai mudar em nada a situação atual, mas oferecer acolhimento e atendimento adequado pode sim mudar!

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